Riscos e oportunidades em separado
A cláusula 6.1 reorganiza-se em três: a determinação de riscos e oportunidades (6.1.1), as ações para tratar os riscos (6.1.2) e as ações para tratar as oportunidades (6.1.3). A separação torna visível algo que muitos sistemas descuravam: uma oportunidade não é um risco com o sinal trocado e merece a sua própria ação.
O documento de transição descreve a reorganização, mas não diz que seja exigida uma metodologia concreta. Uma matriz continua a ser uma boa prática, não um requisito, salvo se a norma disser outra coisa.
Alterações que se planeiam e se verificam
A cláusula 6.3 insiste em que as alterações sejam implementadas de forma eficaz para alcançar os resultados pretendidos, e acrescenta três elementos ao planeamento: como será acompanhada e avaliada a eficácia da alteração, como é comunicada e como são revistos os seus resultados.
Mudar de fornecedor crítico, abrir uma linha ou reorganizar um processo deixa de ser uma simples ata de decisão: precisa de indicador, de comunicação e de uma revisão posterior com data.
O que o auditor costuma pedir
- Riscos e oportunidades registados em separado, cada um com a sua ação
- Última alteração relevante do sistema com plano de acompanhamento da sua eficácia
- Comunicação da alteração às pessoas afetadas, com evidência
- Revisão posterior dos resultados da alteração, com data e conclusão
Como cobrir este bloco no Kimobox
- 1Registe riscos e oportunidades na matriz de cada processo, com responsável, avaliação e uma ação para cada um.
- 2Quando planear uma alteração, documente o motivo, o impacto, os recursos e o indicador com que vai medir se resultou.
- 3Comunique a alteração a cada utilizador de acordo com a sua função e agende a revisão dos resultados com aviso automático.
Uma alteração com o indicador e a data de revisão já planeados é a evidência que a cláusula 6.3 pede.